Débora Corn é autora dos livros: Joni Depi me chamou pra ir ao samba e Pinturas para Claude - Editora Corpos de Portugal.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Não me distrairei de ti Portugal
Ê coisa boa. Um poema meu recente chamado: Não me distrairei de ti Portugal; entrou para a segunda antologia da Editora Corpos. Editora também do meu livro: Joni Depi me chamou pra ir ao samba
A antologia já se encontra à venda nos seguintes links:
Livro:
http://www.poesiafaclube.com/store/varios-autores-2-antologia-do-poesia-fa-clube
Ebook:
http://www.poesiafaclube.com/store/2-antologia-do-poesia-fa-clube-varios-autores
O livro também está à venda na loja no facebook.
https://www.facebook.com/poesiafaclube?sk=app_519984624691308&app_data=
sábado, 15 de março de 2014
Residencial sem café e janta não se compra na cidade
Que odisseias eu tenho por cima passado; quem inventou a burocracia por certo jamais foi amado.
O beijaria agora.
O correio em greve, o sedex que custa cinquenta pila pra mandar uma folha e não é o primeiro documento a se enviar, declaração:
– Eu declaro, eu ofício. Mude o dia. Por ocasião disso, daquilo. Prezado, senhor, reverendíssimo, caro; caro é quanto custa e não estou nem contabilizando meu tempo.
Ele é esquisito e o beijaria nesse instante, lhe falta beleza, no entanto é análogo a um dos homens mais lindos e cativantes que já passei horas ao lado. Como pode? Não sei. Os mesmos olhos, nariz, pescoço, o conjunto.
Pela manhã o sol pronunciou:
– Olá como vai? Agora a chuva escorre na calçada.
Como não podia deixar de ser assim: Hoje também pensei nele, duas vezes e nem são seis horas. Ainda no meio da burocracia criada pelo mal-amado, – imaginei. Não falo do esdrúxulo que é idêntico ao Deus grego, nem da paixão do passado de olhos verdes e cabelo comprido que encontrei na esquina. Reporto a meu amorzinho que me ama (meu amorzinho que eu amo).
– Ai, como eu sofro! Uns sofrem por amor, vulneráveis, choram na janela fumando seu cigarro, eu padeço com a burocracia.
Débora Corn
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Para ela
– Tira ele do bosque, vai que uma cobra o pica. Disse a mulher para a amiga com um minúsculo cachorro e sorriu amplamente para ela que saía da biblioteca. Ela saiu da casa cheia de livros e realizou que o dia ainda estava radiante com nuvens rosa cor. – Ela adora essas nuvenzinhas.
O vestido dela arregalou os olhos dos cidadãos o dia todo; tinha até gente espiando pelas esquinas e atrás dos balcões. Ela viu no espelho do banheiro da biblioteca que realmente estava bela, percebeu também que a vestimenta estava mais molhada do que pensara ela antes.
Úmido de chuva. Não chovia há semanas; pensava ela que morava no Peru, por ocasião de um amigo peruano ter lhe contado que no Peru não derrama água. À tarde depois de visitar a Itália em pensamento, nuvens cinza escuro reinam na cidade, pingo a pingo a chuva engrossa, ela caminha pela Roma imaginária sendo lavada, uma felicidade! Vinhos romãs. Ela passa por um casal parado na marquise, sorri num convite para serem regados.
Ela saiu de casa cantando uma música que Bethânia canta. Encontrou Seu Antônio na esquina que sorriu e falou coisas boas. O trem saiu na hora marcada; as flores do verão pela janela são líricas que balançam. Borboletas na saia da vitrine, a música que lembra Ouro Preto tocando na loja. O corpo balanceia. Apitos de qualquer pássaro na vendinha. Toda minha casa de campo na vendinha.
– Ai amor, toda nossa casa na vendinha. E da varanda vê-se a chuva que volta toda tardinha pra nos banhar.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Caríssimos; é com muita alegria no meu coração que digo que meu livro já se encontra à venda no site da Editora Corpos (poesiafaclube):
Livro:
http://www.poesiafaclube.com/store/debora-corn-joni-depi-me-chamou-pra-ir-ao-samba
Ebook:
http://www.poesiafaclube.com/store/joni-depi-me-chamou-pra-ir-ao-samba-de-debora-corn
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Mordida ou porque hoje é sábado
Ela que era eu mesma comia cerejas ou amoras para chamar-lhe atenção. E conseguia. Ele me apareceu ontem loiro como sempre atraente como de costume, na rua onde conheci meu primeiro amor que é um dos melhores amigos dele. Quando o vi a primeira coisa que pensei foi que o menino de cabelos enrolados a seu lado era sim meu amor primeiro, mas não era. Já passava da meia-noite e ele me encarou com o olhar de toda ocasião e percebi dessa vez um charme ainda maior na totalidade dele. Uma beleza clara, despojado no jeito de se vestir, mas um pouco tímido no jeito de ser. O cabelo preso bem loiro, bermuda da cor desses dias azuis.
Hoje sentada na varanda, aquecida pelo sol. Tirei meu chapéu ao lembrar-se de poemas e anedotas da noite passada. A cor branca dele faz um turbilhão de coisas mexerem no meu corpo.
As mordidas na cereja ou amora mexiam um turbilhão de coisas nele também. Os olhos zanzando pelos arredores, fechavam a cada mordida que eu dava. Como era o olhar? Tentava me recordar exatamente como era o olhar dele. Era doce extremamente bobo, entretanto avassalador e cruel.
Débora Corn
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Joni Depi me chamou pra ir ao samba em papel e ebook
Agora bastante gente já sabe. Porque saiu no facebook, mas agora vai sair em Diário Oficial aqui de meu blog: Fui uma das selecionadas no 11o concurso de Poesia da Editora Corpos de Portugal (poesia fã clube) para lançar meu livro - e não é arremesso - é publicação. Logo : Joni Depi me chamou pra ir ao samba em papel e ebook.
Obrigada a todos que leem esse blog!
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