Débora Corn é autora dos livros: Joni Depi me chamou pra ir ao samba e Pinturas para Claude - Editora Corpos de Portugal.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
essa é deles
Aos amigos
minha curvatura
o jogo das cinturas
os dentes
mais sinceros
os sábados
os domingos
as segundas
as coisas mais
hi
lá
ri
as
os contos inventados
o encontro no café
as fotos
as motocicletas
as bicicletas
as borboletas
e
as
cornetas
aos amigos as boas-vindas
o bom dia
a alegria
a companhia
a cia
a
brincadeira de roda
a viagem da moda
o vinho
quente
a nascente
do agora
as canções de amanhã
tudo é vida
tudo é comida
aos amigos
aos amigos tudo
tudo que completa
tudo que junta
a eles...
... aos amigos
quarta-feira, 13 de junho de 2012
A vida é um treco que não se sabe. Nem ela deve saber o que se passa... As trstezas que passam pelos olhos. O céu que só abre depois das onze da manhã. Cada dia fico mais forte e a vida, ela vai indo... Eu só quero sorrir para ela e às vezes ela insiste em me detonar, em me sabotar. Eu mandarei ela calar a boca mais vezes, não pode fazer isso, não, não, não! É como educar um filho! É como educar um filho? É educar você mesmo a viver... Respira pois a inspiração é uma coisa que vai e... Volta, amanhã de manhã... Se a irritação sanar. A vida, meu amigo, é beleza pura. Tem que saber levar, oh, se tem. Arrasta a sandália a música começou. A vida recomeça toda vez que você amadurece um pouquinho. O simples como é difícil viver o simples, achar o simples de viver, eu só quero isso, ter todas as coisas bonitas de uma vida simples (e simples não é simples de definir) pois simples não é ser pobre ou menor, é sei lá, é viver do que realmente importa. Sem ligar pra falsas politicagens, celebridades, futilidades... Futilidades e mais dessas...
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Buena Vista Social Club
Chan Chan
Buena Vista Social Club
De Alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto y voy para Mayarí
El cariño que te tengo
Yo no lo puedo negar
Se me sale la babita
Yo no lo puedo evitar
Cuando Juanica y Chan Chan
En el mar cernían arena
Como sacudía el 'jibe'
A Chan Chan le daba pena
Limpia el camino de pajas
Que yo me quiero sentar
En aquel tronco que veo
Y así no puedo llegar
De Alto Cedro voy para Macané
Llego al Puerto voy para Mayarí
segunda-feira, 28 de maio de 2012
a bota vermelha vai
capítulo 1
eu vou pra Lalía
Vou pra Lalía, com minha cesta de maças, já têm maças e vou pra Lalía, cada coisa que me irrita, anjo universal
afaste o que não é bom da minha pupila, volte o vento mais forte, porque ele volta e não vem. Estou indo pra Lalía, eu
já sinto, eu já vejo? Só não sei como levarei meus sapatos e casacos e botas e todas minhas roupas, todas não vão mesmo, mas a bota vermelha vai. Minha boca é confiança até mesmo sem brilho, meus dentes são adorados, minhas mãos bem brancas carregam a mala, a bagagem toda, é um mundo, país novo, que diz: Bem Vinda, mulher com poder nos olhos. Não tema boabagens, não é de seu feitio. Garantir é com sua palavra. Palavra de fé, palavra de honra. Palavra de briga, mas não de desordem. Num fluxo pensante, me lembro, pra que levar tão a sério essa vida? Vamos rir na quarta a tarde, sem culpa... Não vamos trabalhar amanhã tão cedo e ir no parque já em Lalía, não esquecendo de Lalía, a Lalía seja boa pra mim... Vou girar o vestido na praça em Lalía, vou passar pela fonte de bicicleta, vou ter que comprar uma bicicleta em Lalía, mas as botas vermelhas? Ah, sim, no inverno em Lalía posso andar de bicilcleta com elas e passar pela fonte, pelo café e chegar na minha casa em Lalía. O amor é cada vez maior em Lalía também. Oh Lalía, oh oh!!!! A música para Lalía é animada...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
um bebê sorriu pra mim
Um passarinho veio me dizer coisas hoje, não respondi pois não falava a língua dele. Era algo sobre riso de um bebê, foi o que eu entendi... O som era contagiante e me fez rir também.
Débora Corn
quinta-feira, 12 de abril de 2012
pensamento do vento
Porque não gostar de poesia?
Essa ânsia
Dos vidros pintados poéticamente
deixa a poesia refrescar seu dia
deixa
Débora Corn
Essa ânsia
Dos vidros pintados poéticamente
deixa a poesia refrescar seu dia
deixa
Débora Corn
segunda-feira, 12 de março de 2012
os olhos do cavalo
os olhos do cavalo
são tão grandes
tão tristes
esperançosos de quê?
iluminados
pelo dia
acariciados por nada
pobre
cavalo
pobre
de quem tem
olhos
tão
tristes
como
os
seus
são tão grandes
tão tristes
esperançosos de quê?
iluminados
pelo dia
acariciados por nada
pobre
cavalo
pobre
de quem tem
olhos
tão
tristes
como
os
seus
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