sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Caríssimos; é com muita alegria no meu coração que digo que meu livro já se encontra à venda no site da Editora Corpos (poesiafaclube): Livro: http://www.poesiafaclube.com/store/debora-corn-joni-depi-me-chamou-pra-ir-ao-samba Ebook: http://www.poesiafaclube.com/store/joni-depi-me-chamou-pra-ir-ao-samba-de-debora-corn

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mordida ou porque hoje é sábado

Ela que era eu mesma comia cerejas ou amoras para chamar-lhe atenção. E conseguia. Ele me apareceu ontem loiro como sempre atraente como de costume, na rua onde conheci meu primeiro amor que é um dos melhores amigos dele. Quando o vi a primeira coisa que pensei foi que o menino de cabelos enrolados a seu lado era sim meu amor primeiro, mas não era. Já passava da meia-noite e ele me encarou com o olhar de toda ocasião e percebi dessa vez um charme ainda maior na totalidade dele. Uma beleza clara, despojado no jeito de se vestir, mas um pouco tímido no jeito de ser. O cabelo preso bem loiro, bermuda da cor desses dias azuis. Hoje sentada na varanda, aquecida pelo sol. Tirei meu chapéu ao lembrar-se de poemas e anedotas da noite passada. A cor branca dele faz um turbilhão de coisas mexerem no meu corpo. As mordidas na cereja ou amora mexiam um turbilhão de coisas nele também. Os olhos zanzando pelos arredores, fechavam a cada mordida que eu dava. Como era o olhar? Tentava me recordar exatamente como era o olhar dele. Era doce extremamente bobo, entretanto avassalador e cruel. Débora Corn

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Joni Depi me chamou pra ir ao samba em papel e ebook

Agora bastante gente já sabe. Porque saiu no facebook, mas agora vai sair em Diário Oficial aqui de meu blog: Fui uma das selecionadas no 11o concurso de Poesia da Editora Corpos de Portugal (poesia fã clube) para lançar meu livro - e não é arremesso - é publicação. Logo : Joni Depi me chamou pra ir ao samba em papel e ebook. Obrigada a todos que leem esse blog!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Diário de dois

Passava perto das árvores altas pensando que devia escrever sobre os gêmeos. Olhei e as árvores eram mais altas do que eu pensava, a vida é linda com essa luz do sol, a esquerda um homem com algo na mão, achei que era um cigarro mais não era, num carro parado no sinaleiro três homens cantavam bem alto uma música, estavam felizes, não era Caetano, o que será que era? Eles estavam tão felizes. O biarticulado passa, a Mercedes passa, a Bmw passa, eu passo. Os gêmeos - não sei se essa história vai ficar boa, ela é boa, mas escrita talvez fique com gosto de chuchu. Pra resumir pra quem não aguenta ler tudo, pra quem tem preguiça de viver ou quem só quer ler coisas rápidas é assim: Eu sempre encontrava esse cara em todo lugar que eu ia. Eu ia ao bar ele estava lá, ia ao teatro o cara lá; um dia pra variar encontrei-o num show, saí, ele ficou lá na frente perto da banda e quando cheguei ao restaurante o cara já estava lá comendo, como? Refleti tomando uma taça de vinho. Outro dia, eu estava num evento e quem eu encontro? Claro, o cara. E descubro que o mistério é que ele não é um é dois. Gêmeo lógico, gêmeo, por isso a rapidez do show para o restaurante, não era um perseguidor, pensei, graças a Deus! Por isso ele está em todos os lugares porque ele dobra. Aí está quem cansa de ler rapidamente já pode parar, acabou aqui ponto final. Não vou contar mais nada muito explosivo, não que tenha sido até agora, mas enfim, nem pra frente vai ter nada revelador. Fim. O começo dos gêmeos foi quando eles nasceram sem dúvida. Mas o começo do cara pra mim foi uns dezoito anos depois. Eu não sabia que eles eram dois, eu achava que era ele: O perseguidor. Um. Só um e era um perseguidor. Agora fico pensando sem solução quantas vezes encontrei o cara e quantas vezes encontrei o irmão. Como vou saber? Não vou. Também pra quê saber disso? Há tantas coisas melhores pra saber na vida: Saber de cor uma música do João Bosco, saber a cor dos olhos do homem amado. A cor dos olhos dos gêmeos é castanha, vi bem porque o perseguidor além de me perseguir ficava me olhando com aqueles olhos dessa cor e ele não sabia de cor a música do João Bosco, talvez o outro soubesse, mas esse que estava lá aquele dia de domingo no parque quando tocou a canção não sabia. Ficou mexendo os lábios como se soubesse, mas não sabia não. Eu sei perceber quando uma pessoa não sabe uma música e finge que sabe, ela fica com olhos alucinados, os olhos ficam mexendo desesperados procurando a letra em algum lugar e o perseguidor tinha esses olhos naquele dia. Nesse domingo o perseguidor ficou me olhando tanto que pedi para uma amiga se nós podíamos ir para outro lugar e rápido. Ela não queria muito, mas quando expliquei a situação concordou. Já no sinaleiro, tinha me acalmado. Cantávamos alto, bem alto, com o vidro aberto, cantávamos bem felizes como os três homens que eu vi perto das árvores, não era Caetano, estávamos tão felizes. Não. Fiquei parada num pequeno choque. O perseguidor estava na esquina a quadro quadras do parque, meu Deus!... Percebam aqui o meu desespero na hora. O cara era um perseguidor e mudava muito rápido de lugar. Como podia? Fiquei refletindo agora, imagine se ele fosse três ou quatro e a cada quatro quadras eu encontrasse outro. Moral da história cante alto onde você quiser e se alguém te persegue demais, perceba se o perseguidor não tem um irmão gêmeo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um pouco mais de gratidão

Vamos parar para agradecer? Hum... Tenho percebido que algumas pessoas não sabem agradecer, reconhecer no outro, nas coisas algo pra ter gratidão. Acho essa prática bem plausível agradecer os ipês da primavera, a música que toca, o cachorro que não pulou em você em dia de chuva, um amigo que cruza seu caminho ao acaso, um presente, um brinde, um sorriso, um descanso, um verão, uma mão, a multidão... Mas a prática da gratidão ainda está pouco difusa, me parece que ou as pessoas não tem noção de um : muito obrigada, merci, gracias, thank you, ou elas acham que tanto faz, não faz diferença o que é uma lastima, pior é que quando não são lembradas lamentam gregamente: Ai de mim, ô meu Deus, ô meu Deus, ai de mim! Ai chega de choramingo, blablabla, vai agradecer as coisas boas da sua vida, reconhecer quem fez algo de bom por você. Gratidão ao sol que nasceu, agradeça a Star a música do Simple Red que é tão boa. Dance... Balance, cante, se divirta mais, agradeça mais. Se algo saiu pela porta alguma brisa vem pela janela. Se alguém te agradecer agradeça de volta, se alguém te elogiar agradeça. Gratidão gratidão gratidão... Um pouco mais de gratidão. Merci beaucoup.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

é mês que vem galera, espero vcs lá!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Saiu no New York Times - Débora Corn falhou mais uma vez

Ai que bom ser irresponsável. A gente quer tanto ter controle, razão de tudo e isso acaba com nossos dias. Eu falhei, falhei Universo! E não é a primeira vez, já havia falhado várias outras vezes e falhei novamente. E de novo queria ter o controle de tudo. E temos controle de quê? De nada, de absolutamente nada. Ainda bem que já lidei melhor com a falha desta vez, olha aí, aprendizado que obtive com as falhas anteriores e agora estou atenta para aprender com essa, porque na próxima, sim haverá – o quê? – Haverão – melhor – muitas outras falhas minhas, mas estou de bem com essa e com as outras que virão. E sem esse papinho de não sou perfeito bla bla bla . Sou o que sou, o que dá, cada dia aprendendo porque quero aprender; mesmo nas falhas procuro as perfeições e se não há pelo menos rio de tudo, abro a boca e gargalho! E gargalho junto com bons amigos, pois rir junto com gente amiga é o céu dos trópicos, da tropicália, o céu de tudo, de todos. As dores que sobram da angústia passam e não demoram nada. Vamos rir tirar sarro, fazer piada na cara da angústia. Olha o céu com um azul impressionista. Sabe, fico até feliz agora, por ter falhado mais uma vez. Poderia sair no jornal: – que eu ia comprar e lê-lo em Copacabana curtindo um samba e bebendo um Dry-martini num copo bem chique. Merci beaucoup.