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terça-feira, 30 de julho de 2013

Falsas glórias ao fulano!

Desculpe se sou uma arrogante sentimental Se eu volto pra pedir desculpas... Numa humildade falsa, Desculpe-me. Finge concordar com meus pensamentos. Não consegue sair do vício do fracasso E quer que meus dedos dedilhem sua cabeça Atirando boca a fora: Falsas glórias ao fulano! Por não conseguir fingir, me perdoe. Sou só uma sentimental por acidente. Prefiro me abater e sair pela chuva Do que aplaudir seus enganos tão concretos. Abstratos risos do passado Triste hora essa sua seu indivíduo. Não queira voar com esse balão cheio de mágoas. Me absolva se sou tão irreal Me perdoe por não me contentar em só ver o céu Eu quero abraçar as nuvens, Desculpe-me. Estou tão comovida com seu jeito de defender as velhas mentiras De acariciar falsos sorrisos, de receber feliz, cumprimentos tão alucinantes E achar que é o protagonista do espetáculo que só existe na sua cabeça. Mas, não ligue pra nada disso, fulaninho! Sou só uma sentimental arrogante. Débora Corn

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Par de céu que pisca

Seus olhos são da cor do céu
E sonhar com você já não é das novas
Os pássaros nesse instante aparecem em várias tintas
Magníficos e silenciosos
Só voltarão a cantar quando
Você acreditar nos sinais do Universo
A poesia do cd dança notas pra seu coração
Meu Deus, como é lindo o beija-flor!
O maior que já vi.
Bom Deus, como são lindos os olhos dele
Da cor do limpo céu
A noite é tão suave
Quando todos os sonhos
São com aquele par de olhos
Os devaneios chegam a qualquer lugar
Estufo o peito como os passarinhos
Sentados nos galhos das árvores sem flores
Todos eles estão esperando a volta do verão
Para que as rosas mantenham cores
E meu peito estufado
Espera que você chegue pra ficar
Com seu rosto, com esse par de céu que pisca.
Débora Corn

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

íris

Olhos Grandes que te quero Olhos fundos de água doce Cabem as ruas que passamos neste olhar imenso Cabem todas as cores da íris Profundo olhar que me chama E me liberta Débora Corn

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sem perigo no mundo

Sem perigo no mundo Se não houvesse perigo no mundo Eu olharia nos escuros olhos azuis do céu E pularia do avião no seu deserto Eu iria querer só o perigo de me emocionar Com uma audaciosa peça de teatro. O perigo de olhar além do vidro do carro E construir fantasias escutando música. Só gostaria de me preocupar com as Balas doces do seu bolso. O perigo de me apaixonar por alguém Que não se parece tanto comigo. O perigo de gostar tanto desse mundo E assim imaginá-lo sem perigos... Débora Corn