quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Carmo - Zeca Baleiro


Para quem me conhece, sabe que Zeca Baleiro é uma forte influência na minha escrita, quem não sabe pode constatar, o fato, nas primeiras postagens lá de abril, onde eu falo de influências. Bom, o fato de hoje é que Zeca nos deleita mais uma vez com sua música encantadora, sempre surpreendente, sensível e pulsante nos seus novos trabalhos, "Concerto", gravado em março, no Teatro Fecap, em São Paulo e o CD “Trilhas” compila músicas que Zeca Baleiro fez para o cinema e espetáculos de dança. O disco tem 12 faixas. Lá estão canções do longa “Carmo”, de Murilo Pasta, do curta “Flores para os Mortos”, de Joel Yamagi, e dos espetáculos de dança “Geraldas e Avencas” (do grupo mineiro 1º Ato), “Cubo” (da Companhia Lúdica-Dança, de São Paulo) e “Mãe Gentil” (de Ivaldo Bertazzo).
. A música "Carmo" é de uma sensibilidade sem igual. Me faz viajar para um lugar sem dono... Fique com a poesia de Zeca e se puder vá para a canção.




Pelas planícies escuras
Entre o asfalto e o aço
Meu braço enlaça o teu braço
E a noite joga o seu manto sobre nós
Gritamos mas
Ninguém ouve a nossa voz

Os pés desertos de espinhos
As mãos tateiam as trevas
A chuva rega a solidão
O coração sangra e pulsa
E nada mais importa
Mesmo a vida tanto faz

De conta
Que além da estrada torta
Uma rosa murcha e morta
Reviverá
Faz de conta que a mentira que se conta
Não é sonho nem verdade
Mas será

Queda-te me quedo
Queda-te me quedo
Queda-te em los brazos del viento


Carmo
(Zeca Baleiro)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um poeta






Um poeta pra mim
Por favor, um poeta!
Quero ganhar um poeta
Na mega-sena, no bicho.

Cheque-mate, cadê meu poeta?
Liquidação de sentimento!
Fumaça de cigarro...
Wisky...
Veia melancólica...
Ele está perto.

Onde está o poeta
O que me ama mais que tudo?
Aquele que tem o dom
De costurar meu coração
Com suas linhas.

Poeta onde está?
Você que sofre como eu
No afago de sua cama.
Que transforma essa lágrima
Em sussurros de piano.

Poetize todas as metáforas.
Poeta, meu poeta!
Que todas canções
Sejam pra mim...
Um poeta. Meu poeta.

Um poeta
Débora Corn

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um dos lugares sem dono- II










Vou pra um lugar sem dono
Onde eu seja dono dos meus pés
E caminhe até sua boca.
Vou pegar esse avião
Voar entre as nuvens
Dizer olá às estrelas
Pegar a lua pra você
Atravessar o Atlântico
Ser dono de mim
E do seu mais singelo olhar.

Vou pra um lugar sem dono
Débora Corn


Lugar sem Dono
Bombinhas - SC

Breve fotos ainda mais lindas, histórias hilárias, personagens ilustres, olhos profundos na noite sensível... Aguarde!

Um dos lugares sem dono





terça-feira, 28 de setembro de 2010

dirigindo peça - A fofoca ta solta?














"Dirigindo carro, dirigindo trem, dirigindo peça..."



Sesc da Esquina Apresenta

Com alunos do SESC

A fofoca ta solta?
Adaptação do texto A casa fechada de Roberto Gomes
Abertura com a mini-esquete: Vai Barangar! (com a turma de iniciantes)

Direção: Débora Corn


Onde: Teatro do Sesc da Esquina
Quando: 5 de Outubro, 20 horas



Sinopse

A fofoca ta solta?
( A casa flechada)

A peça na versão original é um drama. Foi uma herança herdada do professor anterior. A idéia de este texto ser trabalhado como comédia já existia quando comecei a ministrar aulas na turma. Com minha direção a peça virou um deboche. A fofoca é a vida desses moradores dessa cidadezinha do interior de Minas Gerais. Maria das Dores uma mulher sossegada, traiu o marido? Muitos dos vizinhos dizem que viram, outros só ouviram falar... Trabalhei um processo longo com essa turma para cada um encontrar de fato seu personagem, encontrar esses fofoqueiros de maneira descontraída e divertida.


Vai Barangar

Essa é uma esquete experimental que os alunos me apresentaram num trabalho de sala. Esta apresentação me surpreendeu por ser uma música que conta uma crônica hilária e por ser uma música que eu nunca havia escutado. E a apresentação em sala dos alunos foi muito engraçada. Então, resolvi dirigir a música, colocar marcação e abrir a peça principal com esta esquete.

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venha bisbilhotar!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tempestades feitas na xícara de café

Tarde acordei...
Queria dormir o resto da semana.
Só assim choraria menos.
Falar porque? Falar de que?
Preciso estar só, um momento...

Tempestades feitas na xícara de café!
Chá não acalma minha dor
Meu peito dilacerado.

Ano novo, que balela!
A alegria vai surgir a meia-noite e um?

A poesia sim, é alegria ao
Meu querido coração
Palavras que quero ouvir

Pessoa que quero ver
Tristeza que necessito que vá
Devaneio que peço que chegue.


Tempestades feitas na xícara de café
Débora Corn

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ação! Direção! Emoção!





Descasa? Então descasa
E casa comigo.
Sua voz na vitrola
Me acompanha...

Faça sua felonia.
És sôfrego, com o seu
Olhar fitado em mim.

Descasa então meu amor
Brandamente descasa
Rasga o contrato
Que não lhe faz bem.

Nossos amores temporais
Já cumpriram seu legado.

Ação!
Suba os vinte andares

Direção!
Entre com o vento
Vamos ser selenitas

Emoção!
Viver da poesia e de
Vender flores do nosso jardim.

Amigos fiquem na tranquilidade
De suas confortáveis casas
Pois os cartões-postais
Chegarão assinados de todo
Globo terrestre, com o comunicado:

Voltaremos quando as flores
Estiverem prontas para o comércio
E na ocasião em que as belas imagens
Possam se transcrever em singelos versos.