segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Experimentos II A missão






vai experimentando
na vida
na cabeça
no amor
na saudade
na paixão
no bem estar
na sede de tomar soluções
no quintal de casa
no mundo ali fora

eu experimento
ele experimenta
e tu?


Débora Corn

Experimentos






Experimentar.

Ontem depois de um ensaio, resolvi fazer experimentações, foto de Débora Corn por Débora Corn que sou eu mesma no caso. A brincadeira foi divertida e até que gostei do resultado. Para quem gosta de fotos sem foco, experimentais mesmo, como eu gosto, tá aí!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhos marejados




Se eu soubesse quantas
Estrelas têm no céu
Eu ligaria só pra lhe contar.
Se a tristeza se afastasse
Por bastante tempo
Eu abriria os olhos e você
Estaria na sacada.

Estrela-cadente
Seja competente

Que minha lágrima seque antes da lua ir-se.
As lembranças dele estão em todas as caixas.
O galo já canta e com ares tristes quero
Continuar olhando as estrelas.

Se eu possuir toda riqueza
Mas não tiver seu amor
Isso é quase nada

Mas se eu pudesse te dar
As incontáveis estrelas
Seria quase tudo

Eu quero sempre voltar
Pra seus braços, pra seus beijos.
Meus olhos marejados
Querem ver-te em minha casa.
Como é bonito seu lirismo
É pra você meu terno suspiro.

Sem você por perto
Os olhos vivem pra lamentar.
Não adianta
É pra seus braços, pra seus beijos
Que eu sempre quero voltar
Você está no meu sangue
Não adianta


Olhos marejados
Débora Corn

Carmo - Zeca Baleiro


Para quem me conhece, sabe que Zeca Baleiro é uma forte influência na minha escrita, quem não sabe pode constatar, o fato, nas primeiras postagens lá de abril, onde eu falo de influências. Bom, o fato de hoje é que Zeca nos deleita mais uma vez com sua música encantadora, sempre surpreendente, sensível e pulsante nos seus novos trabalhos, "Concerto", gravado em março, no Teatro Fecap, em São Paulo e o CD “Trilhas” compila músicas que Zeca Baleiro fez para o cinema e espetáculos de dança. O disco tem 12 faixas. Lá estão canções do longa “Carmo”, de Murilo Pasta, do curta “Flores para os Mortos”, de Joel Yamagi, e dos espetáculos de dança “Geraldas e Avencas” (do grupo mineiro 1º Ato), “Cubo” (da Companhia Lúdica-Dança, de São Paulo) e “Mãe Gentil” (de Ivaldo Bertazzo).
. A música "Carmo" é de uma sensibilidade sem igual. Me faz viajar para um lugar sem dono... Fique com a poesia de Zeca e se puder vá para a canção.




Pelas planícies escuras
Entre o asfalto e o aço
Meu braço enlaça o teu braço
E a noite joga o seu manto sobre nós
Gritamos mas
Ninguém ouve a nossa voz

Os pés desertos de espinhos
As mãos tateiam as trevas
A chuva rega a solidão
O coração sangra e pulsa
E nada mais importa
Mesmo a vida tanto faz

De conta
Que além da estrada torta
Uma rosa murcha e morta
Reviverá
Faz de conta que a mentira que se conta
Não é sonho nem verdade
Mas será

Queda-te me quedo
Queda-te me quedo
Queda-te em los brazos del viento


Carmo
(Zeca Baleiro)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um poeta






Um poeta pra mim
Por favor, um poeta!
Quero ganhar um poeta
Na mega-sena, no bicho.

Cheque-mate, cadê meu poeta?
Liquidação de sentimento!
Fumaça de cigarro...
Wisky...
Veia melancólica...
Ele está perto.

Onde está o poeta
O que me ama mais que tudo?
Aquele que tem o dom
De costurar meu coração
Com suas linhas.

Poeta onde está?
Você que sofre como eu
No afago de sua cama.
Que transforma essa lágrima
Em sussurros de piano.

Poetize todas as metáforas.
Poeta, meu poeta!
Que todas canções
Sejam pra mim...
Um poeta. Meu poeta.

Um poeta
Débora Corn

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um dos lugares sem dono- II










Vou pra um lugar sem dono
Onde eu seja dono dos meus pés
E caminhe até sua boca.
Vou pegar esse avião
Voar entre as nuvens
Dizer olá às estrelas
Pegar a lua pra você
Atravessar o Atlântico
Ser dono de mim
E do seu mais singelo olhar.

Vou pra um lugar sem dono
Débora Corn


Lugar sem Dono
Bombinhas - SC

Breve fotos ainda mais lindas, histórias hilárias, personagens ilustres, olhos profundos na noite sensível... Aguarde!

Um dos lugares sem dono