Débora Corn é autora dos livros: Joni Depi me chamou pra ir ao samba e Pinturas para Claude - Editora Corpos de Portugal.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
clowns
Life sucks, sweet butterfly! Why don’t you lie, too? Dreams are dreams. People are people. You’re a dreamer and why? Why this shit? Dark day with blue sky! Believe? Why? You do believe little butterfly and why? Stupid… Porque ser tão ingênua? Os grandes olhos estão mentindo? E porque toda essa estupidez. Why? Por quê? Mentir... É isso! Por quê? Borboleta com o coração tão pequeno, tão selvagem e tão ingênuo, que idiotice menina borboleta. Voa mas não acredite mais em bobagens... Voa pequena borboleta colorida e poderosa por onde quiser, mas não acredite mais. Acreditar é uma repetição absurda para os dias recentes. Pequenina borboleta de olhos tão brilhantes suas asas e seus belos olhos são preciosidade nesse mundo, só sabe disso quem sabe que uma chuva de verão pode virar inverno numa batida de asas.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
20 12
Ano novo e a vida? Nova? Ser artista é um negócio louco mesmo viu, no ano novo ou velho. Ser artista? Ser gente. Ser gente de bem, ser eu, ser você é deveras muito louco. Viver é muito perigoso, já dizia o fantástico Guimarães Rosa. Pois é, não é fácil não. Agir, reagir, acordar, amadurecer, ganhar dinheiro, ser feliz? Ah, é, ser feliz. Isso é importante. Pelo menos eu acho. Num mundo de aparências, onde está a felicidade, onde está os olhos nos olhos, o cheiro, os dizeres de afeto, a gentileza, onde está a gentileza? O apego a poesia, as peças de teatro, a música, ao cinema que se faz chorando, onde está o apego a tudo isso? Vai saber... Mas será que procurando a gente acha? Será? Bom, se as perguntas movimentam o universo, aqui existe muitas delas.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Peter Brook
“A única coisa que pode ajudar-nos é o sentido do presente. Sentir que o momento presente está cercado de modo especialmente intenso e que as condições são favoráveis ao sphota, essse ‘ relâmpago’ que surge no momento do som certo, do gesto certo, do olhar certo, da troca certa.” (p. 63)
retirada do livro O diabo e o aborrecimento.
«A imaginação é um músculo».
«Para que alguma coisa relevante ocorra, é preciso criar um espaço vazio. O espaço vazio permite que surja um fenómeno novo, porque tudo que diz respeito a conteúdo, significado, expressão, linguagem e música só pode existir se a experiência for nova e original. Mas nenhuma experiência nova e original é possível se não houver um espaço puro, virgem, pronto para recebê-la».
retirada do livro O diabo e o aborrecimento.
«A imaginação é um músculo».
«Para que alguma coisa relevante ocorra, é preciso criar um espaço vazio. O espaço vazio permite que surja um fenómeno novo, porque tudo que diz respeito a conteúdo, significado, expressão, linguagem e música só pode existir se a experiência for nova e original. Mas nenhuma experiência nova e original é possível se não houver um espaço puro, virgem, pronto para recebê-la».
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Bossa não faz mal a ninguém
Dias de sol curitibanos, eles me lembram o mar, o Rio, os dias azuis remetem a lugares de beleza, águas que molham os pés... E bossa nova combina tão bem com esses dias.
You're so good to me
and your love's the inspiration that I need
Writing songs for you
Is the way I find to thank you for this
Face the music
Dance to the music
now I hear the sound of music
and your kisses take it closer to perfection
You're beyond imagination
We're the dream team
you're so good to me
You're so good to me
and I hope to give you back the peace of mind
that you give to me
and it feels like Bossa Nova by Jobim
The solution to my dilemma
you're my girl from Ipanema
inspiration for my samba in slow motion
you're the top you're my devotion
my slow motion Bossa Nova dream
Slow Motion Bossa Nova
Celso Fonseca
sábado, 19 de novembro de 2011
Cafés de Sabadões

E a vida vai indo... (E a vida o que é meu irmão?)(Gonzaguinha).
É uma entrevista assistida que interessou os olhos, é um comentário sobre atores pela manhã, são as peças feitas, são as coisas escritas, são as coisas que acreditamos, são os momentos de glória, são as pessoas que amamos... São as palavras que às vezes são só olhares. É tanta coisa, e ainda tem gente que enche o saco com seus pequenos feitos, ah, vá! O que faremos? Ah, vamos rir bem alto e tirá-las de cena, na verdade, essas pessoas se anulam sozinhas. (Oh, le, lê, oh, la, lá).
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
O Que É, O Que É?
Gonzaguinha
sábado, 12 de novembro de 2011
Isso não é poesia
Na verdade não sei nem o que escrever
Às vezes o coração borbulha demais
Respirar e correr e cantar... E manter o ritmo
Mas ainda consigo rir da fragilidade do todo
Meus olhos não vêem...
Eles querem olhar algo?
Decepção raiva quieta
Pulando azeda se contorce
Bobeando
Isso
Cresce
Gente
Não entendo tanta falta de tudo
Sensibilidade quem tem?
O peito inflama
Não derrama nada
Mesmo assim retoma uma
C-a-n-t-i-g-a
De manhã
Gosta de pequeninas fofuras
Não se perturba.
Dedos nas teclas
Escrever o que?
Isso serve pra algo?
A foto é tão azul
E as nuvens são tão cinzas
E são tantas pessoas que levam uma vidinha besta
Embrulhada para presente
São hienas que choram, falam e repetem coisas
Pobres criaturas
Dá pena
Oh
Oh
Oh
Ai da minha pessoinha!
Dizem caindo por aí...
Não sabem o valor de nada
Acelerem seu relato
Não tenho o dia todo
Tenho canções
Para
C-a-n-t-a-r
Le Le le
La La La
Xiqui xiqui
Balança
A folha
No pinheiro
La La La
Le Le Le
Xaqui xaqui
Balança
A folha
No limoeiro
Isso não é poesia
Débora Corn
Às vezes o coração borbulha demais
Respirar e correr e cantar... E manter o ritmo
Mas ainda consigo rir da fragilidade do todo
Meus olhos não vêem...
Eles querem olhar algo?
Decepção raiva quieta
Pulando azeda se contorce
Bobeando
Isso
Cresce
Gente
Não entendo tanta falta de tudo
Sensibilidade quem tem?
O peito inflama
Não derrama nada
Mesmo assim retoma uma
C-a-n-t-i-g-a
De manhã
Gosta de pequeninas fofuras
Não se perturba.
Dedos nas teclas
Escrever o que?
Isso serve pra algo?
A foto é tão azul
E as nuvens são tão cinzas
E são tantas pessoas que levam uma vidinha besta
Embrulhada para presente
São hienas que choram, falam e repetem coisas
Pobres criaturas
Dá pena
Oh
Oh
Oh
Ai da minha pessoinha!
Dizem caindo por aí...
Não sabem o valor de nada
Acelerem seu relato
Não tenho o dia todo
Tenho canções
Para
C-a-n-t-a-r
Le Le le
La La La
Xiqui xiqui
Balança
A folha
No pinheiro
La La La
Le Le Le
Xaqui xaqui
Balança
A folha
No limoeiro
Isso não é poesia
Débora Corn
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Poemar, pomar, amour, poema é tema?
Poemóvel, poemístico, poemar, poesol, poema. Poesando, poecantando, Poe. Vai viver um bocado de vida. O cansar das escolhas... Vai cantar um verso... Poecasa, poecarro, poeoquê? Vou entender nada, vou dar uma patinada e talvez ficar com preguiça, enguiça... Poefarol, poepiada, poefurada, poeira. Não queira fazer diferente. A gente tá indo tão certo. Poeamar! Poeviver! Poepular! Poecantar! Poesorrir! Poeencantar! As perguntas sem sentido vão cansando nossos olhos... Poecantorias, poebonitodia, poeandar... C'est la vie? C'est la vie! I don't know, Mon Dieu, muchacho, guri, pensante, poepensando toda hora... Vamos embora com o piano nas costas, poerecitando, poeindo, poeindo, poeindo...
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