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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quero sabe quem foi?



Desfilo na minha avenida
Ninguém tem nada com minha vida.
Quem sugeriu que homem não chora?
O poeta, cheio de lágrimas, me devora.
Sou do frevo, sou do bumba-meu-boi.
Tô aqui e quero sabe quem foi?

O fato é que nunca estamos risonhos com o que temos
O amor que nos escolhe nunca é o que elegemos

Sua credencial está vencida
Não tenho nada com sua vida.
Seu terno não é de marca?
Seu colar, seu relógio não são de ouro?
Já tem gente na minha barraca.
Cada um faz o que quiser com seu próprio choro


Quero sabe quem foi?
Débora Corn

terça-feira, 12 de abril de 2011

Reparar na grama




Amor
Como vou reparar na grama?
Na verde grama que você cortou
Se as estrelas não deixam
Espaço em meu olhar.
Dias bons, dias sem fim
Noites encobertas
Sem lugar nos olhos
Como posso perceber a grama?

Reparar no sol, um sorriso branco
Como? Se dentes amarelos tristes
Insistem em aparecer.
Andar por aí, ligar pra ninguém
O sol amarelo como vê-lo?
Sol que faz suar a pele
E queima mais meu coração
Hoje não posso fazer nada


Reparar na grama
Débora Corn