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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O que você vê em meus olhos?




Outra sexta sem cores no céu
Devagar as folhas dançam com o toque do vento.
Porque você não confia em mim, meu amor?
E muda meu dia, minha semana, meu mês
E minha vida até quando for bom...

Dançaremos com as folhas
Mesmo sem guaches azuis perto dos aviões
Cantaremos com os pássaros!
Felizes na chuva ou no sol!

Eu vou pra qualquer lugar
Só pra ter um beijo seu.
Vejo tantos enigmas em seus olhos...
E não sei em que acreditar
Que estrada eu devo percorrer...

O que você vê em meus olhos?
Se disfarço, digo tudo...
Beijo seus lábios, com todos os vocábulos.

Fugir eu quis.
Mas é só ver você na janela
Que saio correndo pela rua
E como numa comédia romântica
Passo brilho nos lábios
E subo as escadas vagarosamente

E como se fosse acaso
Me dou pra seu sorriso
Deixo que você me leve pra onde queira...

E nos dias que não há existência
Do seu encantado humor que me enfeitiça
Existe uma ardência aqui dentro.
Os olhos perdidos se mascaram de alegria
Nas noites sem seus elogios.

Paixão sem dialeto certo
Acredita em meus acertos
Seja meu se puder!
Se não puder, seja meu!


O que você vê em meus olhos?
Débora Corn

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A cidade que inventei com o mundo dentro



Inventei sorrisos, flores.
Uma cidade de copos, talheres, inventada.
Um melodrama, uma comédia
Tudo eu inventei.

Um abraço é só o que te peço.
Com o mundo dentro, um abraço!

Com amigos bem colocados
No tabuleiro, vou dançar com a noite.
Rascunhos seus pela vila
A reinventar vinhos, pratos...

Fotos no celular, na parede
Te reinventam no bar, na praça
E invento histórias como um gibi
Onde os amigos pensam ou riem.

Na noite que já se entregou ao dia
Os bufões querem cigarro!
Se arremessam e gritam: Um cigarro!
Eu no meu jogo de xadrez

Peço ao rei amigo
Que meus inventos deem lucro.
Minha imaginação não pede pouso
Latindo pra algo ela segue acordada.

Motos rodam na minha cabeça
Como um globo da morte, aquele de circo.
Não me preocupo com as motos
E sim com o globo

Que a qualquer momento
Pode se desprender do chão
E varrer a cidade de talheres, garfos
A cidade que inventei com o mundo dentro do seu abraço.


A cidade que inventei com o mundo dentro
Débora Corn

domingo, 1 de maio de 2011

Prepare seus grandes e magníficos olhos




Sonhei com seus enormes olhos
Com um beijo que responde tudo
Sonha poeta, delira poeta!

Nossa história é mais louca
Que qualquer loucura
Você é doce, você é áspero
Eu sou áspera, eu sou doce

Eu estou
Você está
Eu corro você corre
Vivemos
Andamos de bicicleta
Rimos quando nos vemos
Eu não entendo mais nada
Uma lengalenga de séculos
Meses – séculos – meses
Tudo em mim
Vai
Tudo em você
Vem
Timidamente
Tudo
Vem em você
Vai de mim
O todo
E vem de seus enormes olhos
Lindos
O todo
O que é o todo afinal?
O que é tudo?
Ás vezes, penso que cabe tudo nesse seu
Enorme olhar
Outras
Acho que nada faz sentido

Leveza
Quero ser leve
E te levar
Sempre
Todos os dias
Sem grilos
Sem nada pra nos encher
Vamos descer essa rua com nossas bicicletas?
Prepare seus grandes e magníficos olhos
Pra ver-me com as paisagens mais coloridas


Prepare seus grandes e magníficos olhos
Débora Corn

sexta-feira, 25 de março de 2011

Num papel de pão de açúcar




O que diz seu coração?
Você disse que a resposta
Demoraria, mas assim...

Ah, meu amor, me reservo
Das conversas, pra que os outros
Não percebam que todas minhas
Canções são pra você.

Ventania no estômago
Furacão nos olhos
Suspiros no jardim...

Escreva num papel de pão de açúcar
A sua resposta, seu último conto.

Quando enfim chegar
Só terei que passar
Em todas as igrejas de Salvador.

Ah, romântico dia!
Ele está demorando tanto, que tenho
Que rezar... Ler sobre milagres
Escrever sobre saudade.


Num papel de pão de açúcar
Débora Corn

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Atira




Atira esse olhar em mim
Tira minha paz
Porto seguro
Nem tão seguro
Escuro aparente
Dark blue
Light blue
Aparente clarão
Seguro esse grito!
Tua mão tão segura.
Sentido meio-amargo
Meio-doce sentimento.
Aperta o gatilho!
Dispara meu coração.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dando sopa por aí




Se eu te pego dando
Sopa por aí meu nego
Levo meu prato
Peço uma colher de chá

Que doçura que é você
Me deixa sem saída
Não é queixa nego, não é.
Todo mundo quer tomar do seu suco
Mas a sopa é pra mim
E quem tem colher sou eu

Que olhar é o seu?
Sem saída eu fico
Eu acho bom nego, é verdade.
Todas elas pensam em você
Mas é meu prato que ta... Cheio da sua sopa
E a dose da sua colher de chá eu já tomei

Dando sopa por aí
Débora Corn